segunda-feira, 22 de junho de 2009

Um comentário sobre comentários

"E o q vc define como 'mídia especializada', um amigo dele q escreveu uma materia, ou um jornalista q é músico frustrado?" [sic]

Assim está, nos comentários de uma matéria no site. Não vou escrever sobre o contexto, está on line, visitem por favor. Vou escrever só sobre o que penso.

Isso me impressiona quando se fala de jornalistas, em particular dos que atuam na mídia especializada: se falam bem de alguém, é por ser amigo e puxa-saco. Se falam mal, é por ser um frustrado. E assim, sob o peso da inclusão digital, enterra-se todo o trabalho de pesquisa, formatação, estudo, imparcialidade e compromisso com a verdade do jornalista.

Se fosse fazer matérias só com bateristas que não conheço, para não ficar falando bem dos amigos, eu não teria criado este site. Sou amigo de muitos bateristas, inclusive muitos dos que já foram entrevistados no site. Nem por isso sou puxa-saco. O que faço é gerar um espaço onde eles (os bateristas) podem expressar o que pensam. Minha maior batalha é ser transparente, de forma que os usuários recebam as idéias dos bateristas com o mínimo de interferência possível.

E não sou frustrado por não ser baterista profissional. Só não me dediquei à bateria tanto quanto deve dedicar-se aquele que quer profissionalizar-se no instrumento. Continuo estudando, claro, mas sem pretensões de me tornar o melhor baterista do mundo. Isso não me torna um frustrado.

Tenho quase (quase...) certeza de que o comentário não tinha intenção de me atingir mas, nestes dias em que se discute a obrigatoriedade do diploma de jornalismo, acabou atingindo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Nosssaaa!!!!!!!!!!