quarta-feira, 3 de março de 2010

Cats

Ontem recebi um convite do Leandro Lui e fui assistir à pré-estréia do musical Cats, no Teatro Abril, em São Paulo. O espaço é muito bonito, o som é bom, e a produção é caprichada. Devo confessar que sinto falta de um enredo quando se trata de uma história, ou no mínimo de algo linear, e esse é o ponto que me pega com a peça: não há uma história. O espetáculo é formado por vários quadros de música e dança. Há um esboço de enredo no fato de haver uma celebração em torno da lua que culmina com a escolha de um gato que irá renascer. Mas isso, repito, não é o foco. O foco está na dança e na música.


Há uma relação muito interessante entre os nomes e os gatos, suas posturas e atitudes, mas essa já é uma conversa muito semiótica, não vamos entrar nela aqui. O mais importante é a música e, pra nós, a bateria.


Se alguém tem espaço pra brilhar nos espetáculos, esse é o baterista. A peça toda é muito percursiva, por que dançante, e a bateria assume a frente em muitos momentos. E Leandro Lui não perdoa: dá-lhe fraseado, solta suas bombas, mas sempre muito musical. Ele suinga quando precisa e é também bastante sutil (o quadro do velho gato do teatro é ótimo, inclusive por que o ator - Fernando Patau - é um grande cantor), assim como é rítmico e energético (como no quadro do gato da Estação). Nas passagens interessantes ou climáticas, sempre há a pegada de Lui.


Os ingressos não são exatamnte baratos, mas vale a pena: a música é primororsa.

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