segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Stewart Copeland no OBaterista


Ele é um baterista diferente: teve a sorte de crescer em um ambiente musical exótico, a coragem de criar um estilo único e a consciência de influenciar outros bateristas. Não pudemos fazer os vídeos, mas suas palavras nos bastaram.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Jazz na veia!

Dia 1/0, 12:30, no Centro Musical Morumbi (Av. Prof. Francisco Morato, 1434), tem Marcos Fava e seu quinteto (Renato Lellis, bateria; Pedro de Paula, baixo; Pedro Frois, trompete; e Rafael Molina, sax tenor). E barato! R$10 pra entrada inteira, R$5 pra estudantes.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Vitor Lambert & Douglas Ramos



Nesta terça, 30/8,os bateristas e professores do EM&T Douglas Ramos e Vitor Lambert se apresentam em um workshow no auditório da escola (Av. Eng. George Corbisier, 100), às 19h. Eles tocam um repertório variado, passando por rock, samba, funk e jazz, incluindo playbacks de músicas de David Garibaldi, Benny Grab, Maguinho e Rush, entre outros. Os ingressos serão trocados por 2 Kgs de alimentos não perecíveis.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Renato Martins e Boris Gaquere

O percussionista Renato Martins tem um duo com o violonista belga Boris Gaquere. Eles adoram música brasileira e provam isso no show que farão em São Paulo esta semana (dia 25/8, 20:30, no teatro do SESC Vila Mariana). No repertório, composições autorais e peças de compositores como Baden-Powell , Pulo Bellinati e Marco Pereira. A mistura de suingue e virtuosismo é evidente e bela. Este vale!

Conheça mais do duo através de seu Eletronic Press-Kit abaixo (em inglês).

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A história do jazz


Dia 27/8, sábado, a partir das 11:30, no Centro Musical Morumbi (Av. Prof. Francisco Morato, 1434), o músico, pesquisador, historiador do jazz, colecionador e ex-apresentador do programa "Isto é jazz" (Rádio USP-FM) Paulo Barion conta a história do jazz em workshop que acontece no Auditório do CMM. O jazz desde seu nascimento, incluindo os estilos, os compositores e intérpretes que fizeram história.
Para abrir o evento e aquecer os presentes, show com Moksha Trio (Lauro Lellis - bateria, Gilberto Ferry - piano, e Aníbal Garcia - contra-baixo). A entrada é franca, e é o tipo de conhecimento que precisamos cultivar.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Renato Martins em São Paulo


O percussionista Renato Martins ficou conhecido por seu trabalho com o udu (ou vaso, ou moringa, mais aqui). Sua carreira inclui uma infinidade de músicos brasileiros da cena instrumental (André Geraissati, Ulisses Rocha,Teco Cardoso, Renato Borghetti, Edu Ribeiro, Vitor Alcantara, Renato Consorte, Beto Angerosa, Nelson Faria, Mozart Mello, Celso Pixinga e mais uma galera), trabalhos no Cirque du Soleil e na cena jazzística européia. Desde 2004 ele mora na Bélgica e toca em duo com o violonista Boris Gaquere, com quem tem um CD gravado.

De passagem pelo Brasil, Renato se apresenta amanhã (sábado, 13/8), às 15h, no auditório do EM&T Jabaquara (Av. Engenheiro George Corbisier, 100 – Metrô Conceição). Convites em troca de 2 quilos de alimento pelo telefone (11) 5012.2777.

Esse cara é mais que um percussionista. Ele é um músico da pesada, um dos poucos com a incrível capacidade de contar histórias, criar tensões, encantar, de emocionar, enfim, usando só instrumentos de percussão.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Blog de Pércio Sápia


Um dos mais elegantes bateristas que eu já vi tocar agora (e finalmente!) tem endereço digital. Pércio Sápia estréia na internet com um blog com um currículo resumido, vídeos e fotos - olha lá eu na primeira foto, no estúdio Arsis, no dia em que ele gravou um dueto de bateria com ninguém menos que Rubinho Barsotti para seu álbum solo. E o link já está ali do lado. Entre os trabalhos do Pércio destacam-se o Triálogo, com o baixista Itamar Collaço e a pianista Débora Gurgel, e o Zimbo Trio, em que divide as baterias com Rubinho. Além de ser professor e supervisor do departamento de bateria do CLAM.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ensaio é para covardes


Estive este fim de semana no Batuka! International Drum Fest. Foi um dos mais universais que já presenciei. Estiveram presentes a música latina de Quintino Cinalli e Robby Ameen, a modernidade do francês Damien Schmitt, a brasilidade impar de Vera Figueiredo, a pegada poderosa de Aquiles Priester e a musicalidade total de Renato Martins. Bruna Barone e Fabiana Fonseca homenagearam o band leader Gordon Goodwin, Tiago Sousa venceu o concurso de bateras e pudemos desfrutar da presença iluminada de Dom Famularo.

Um dos convidados, o aguardado Colin Bailey, não pode estar presente por que seu vôo vindo de San Francisco, foi cancelado devido a condições climáticas. Pra preencher o espaço, Dom Famularo fez uma ligação ao Colin em sua casa e tocou algumas músicas, acompanhado de Thiago Alves no baixo e Ricardo Castellanos ao piano.

Obviamente não houve ensaio. Thiago e Ricardo estavam lá pra tocar com Bailey e com Ameen. Eles e Dom conversaram um pouco durante a passagem de som, tocaram algumas passagens, mas nenhuma música inteira. E pronto.

No camarim eu conversava com o Ricardo (temos um amigo em comum) e com o Thiago (já gravei com vários bateristas com quem ele toca), e haviam mais algumas pessoas conosco, Quintino, Renato Martins, Aquiles, Walter Bondiolli, Athos Costa, Vitor Matias, Thiago Figueiredo e mais alguém da produção (perdão, não lembro de todos...). E então chegou Dom, entrou na roda e disse alto e claro: “Ensaio é para covardes!” Segundo ele, a música de verdade acontece no momento em que é tocada. Algo preparado antes mata a espontaneidade e a possibilidade daquele momento ser único. E engatou a contar um caso.

Dom contou que, quando tinha 16 anos e começava sua carreira em Nova York, recebeu uma ligação pra substituir um batera. A gig era de uma banda de negros e aconteceria no Harlem, bairro tipicamente habitado por negros (nos EUA a questão do preconceito é mais evidente que por aqui). Quando ele entrou no bar, percebeu que era o único branco presente. O band leader olhou pra ele e disse “Vou te chamar Whitey (branquelo). Aqui funciona assim: eu chamo a música pelo nome e atacamos. Não há ensaio, não há partituras. Se você conhece a música, toque. Se não conhece, toque também. Deixe passar uma volta e entre firme na segunda”. Logo que eles começaram a tocar a primeira música, o saxofonista bem ao lado de Dom olhou-o e disse: “Play black!” (“Toque como um negro!”). Ele deixou a músicalidade dos outros músicos tomarem conta de si e a gig foi fantástica. Sem ensaio.

Ora, eu sou um aficionado por ensaiar (e tenho certeza de que muitos de vocês também). É o momento em que percebemos se a música funciona ou não, se falta algo, se sobra algo, se ela suinga, etc. E disse ao Dom: “Mas eu gosto de ensaiar (por aquelas razões), e não me sinto covarde por causa disso!”. Sua resposta foi ótima: “Se você consegue ensaiar pra verificar se a música funciona, se está tudo ok, e consegue esquecer o ensaio antes de tocar pra valer, a música que você fará ao vivo será única, como se não tivesse sido ensaiada”.

Lembro de ter conhecido poucas pessoas com a alegria de viver de Dom. E fiquei muito feliz de tê-lo conhecido!

sábado, 30 de julho de 2011

Mingo Jacob (1961-2011)


Nascido em São Paulo, Mingo Jacob cresceu jogando bola e ouvindo batucada, passeando pelas Minas Gerais e pelos interiores do Brasil. Estudou bateria e percussão no Conservatório Souza Lima, com Miriam Cápua e com o Mestre Dinho Gonçalves, passeou por vários estilos de todo o mundo. Como todo bom percussionista, dominava vários instrumentos e vários ritmos, de raízes diversas, mas nunca abandonou suas raízes, fincadas na música do interior de São Paulo e Minas.

Fundou o Matuto Moderno, com quem compunha música de raiz mesclada com a modernidade, cheios de poesia e bom humor. O último trabalho lançado, o CD Empreitada Perigosa, trazia releituras de clássicos do sertanejo com a pegada da banda.

Além disso fez muitos outros trabalhos, incluindo os violeiros Cícero Gonçalves, João Ormond, Bilora e o poeta Costa Senna. Acompanhou Amanda Acosta, Pena Branca e as turnês brasileiras de Bob Brozman e John LaBarbera.

Era também professor, e um dos mais generosos que conheci. Escreveu o "Método Básico de Percussão Universo Rítmico", em que abrangia muitos assuntos relevantes ao percussionista e normalmente deixados de lado na formação, incluindo divisão rítmica e leitura para os mais diversos instrumentos.

É com dor na alma que informo que Mingo viajou fora do combinado* na última quinta-feira, dia 28/7, vítima de um infarto. Uma dos mais musicais, generosos e dedicados seres humanos que já conheci. O site OBaterista.com envia os pêsames à família e lembra a matéria gravada com Mingo como singela homenagem.

A foto é de Jotta Santana, tirada na última colaboração do fotógrafo com o Matuto Moderno. Obrigado, Jotta.

* Pra usar uma expressão de raiz.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Oficina de Leitura Rítmica


E aí, como anda sua leitura rítmica? "Máomeno"? Pois muito bem, vai rolar um workshop sobre o assunto no Bateras Beat de Osasco, ministrado pelo baterista Nenê dos Santos. Será dia 30/7, às 16h. O objetivo do curso é ajudar os alunos a desenvolver interpretação rítmica de forma clara e simples. As inscrições custam R$5 mais um kilo de alimento não perecível, e está incluso a apostila com exemplos e exercícios. O curso dá, inclusive, certificado. Entre em contatop e informe-se sobre vagas, e o pessoal falava da chance de ter uma segunda turma, conforme interesse. Informações: (11) 3592-3061 ou (11) 7952-0336, ou pelo e-mail osasco@baterasbeat.com.br

terça-feira, 26 de julho de 2011

Batuka! 2011 neste fim de semana

Neste fim de semana, dias 30 e 31/7, em São paulo, acontece a 13º edição do Batuka Brasil! International Drum Fest, realização do Instituto de Bateria Vera Figueiredo, que traz ao Brasil grandes músicos e mostra o melhor da bateria. Este ano a lista de convidados é grande e impressionante!





Pra começar, o festival traz Colin Bailey. Ele é bem conhecido aqui no Brasil por seu livro "Bass Drum Control" (editora Hal Leonard - estou na página 3 faz dez anos), mas sua história musical é impressionante. Nascido na Inglaterra, estudou bateria, piano e teoria musical desde muito cedo. No final dos anos 50 foi à Austrália e lá encontrou Joe Morello, o que mudou sua vida. Da Austrália, foi para os EUA tocando com o Australian Jazz Quartet, ficou por lá e tocou na cena jazzística: Vince Guaraldi, Victor Feldman, Joe Pass, chegou a substituir Tony Williams no quinteto de Milles Davies (Tony não tinha idade pra tocar na casa onde Milles ia se apresentar), fez uma extensa carreira como músico de estúdio, tendo gravado inclusive com Tom Jobim (por indicação de João Gilberto).






Da França vem Damien Schmitt, baterista de uma família de músicos. Tocou com o famoso violinista Jean Luc Ponty, que ficou muito impressionado com sua musicalidade, e vem fazendo trabalhos com Frank Gambale e Zapoa MaMa, entre outros da cena jazz fusion francesa. Inclusive, apresentou-se no grande festival Printemps de Bourges com sua própria banda.










Aquiles Priester dispensa apresentações. Fundador do Hangar, fez parte do renascimento do Angra e tem realizdao gravações e workshops pelo mundo com uma frequência espantosa, inclusive com uma grande apresentação no Drummer Live Festival em Londres, em 2006, e tem dois DVDs didáticos lançados.











Nuestros hermanos portenhos mandam Quintino Cinalli mostrar o melhor dos ritmos folclóricos argentinos adaptados para a bateria. Sons como candombe, murga, chacarera, zamba e tango são incorporados por esse instrumentista inovador, que funde suas raízes ao jazz e ao rock. Além de quatro CDs lançados, hoje ele vive entre a Universidade de Santiago (Chile), onde é professor, a Arghntina e os EUA, onde toca, grava e ministra masterclasses.









Dom Famularo é um baterista de quem é difícil escrever. Ele tem inúmeras realizações como músico, educador (um dos principais expoentes da técnica Moeller atualmente) e organizador. É um indivíduo brilhante, tanto tocando quanto ensinando, combina a habilidade técnica do passado com um hábito (!) de quebrar paradigmas.










Mais um de quebrar tudo: Robby Ameen vem ao Brasil mostrar por que é solicitado tanto por Paul Simon quanto Dizzy Gillespie, e por que toca há mais de vinte anos com Ruben Blades. Atua ativamente na cena musical de Nova York gravando e tocando ao vivo. Recentemente lançõu o livro "Funkifying the clave", junto com o baixista Lincoln Goines, e gravou com Horacio "El Negro" Hernandez o CD "El Negro & Robby Band".









O multi-instrumentista Renato Martins começou com piano e percussão ainda criança e teve uma sólida formação musical, com passagens pelo CLAM e pela Faculdade de Artes Santa Marcelina. Apesar disso, é auto-didata na maioria dos instrumentos de percussão que toca, tendo criado muitas técnicas, principalmente para o udu (vaso de barro) e para o cajon. Além da carreira de educador, ele atua na cena instrumental ao lado de André Geraissati, Ulisses Rocha, Teco Cardoso, Renato Borghetti, Edu Riobeiro, Renato Consorte, Roberto Angerosa, Nelson Faria, Mozart Mello e Celso Pixinga, entre outros.








Fabiana Fonseca e Bruna Barone são aluinas de Vera Figueiredo no IBVF e se apresentarão juntas, mostrando a pegada que muda os conceitos na noite paulista. Fabiana é baterista da banda Siri na Lata e do musical Cabaret Luxúria, e faz subs pra Vera na banda do programa Altas Horas. Bruna atua na noite paulista e ministra o curso de Finale no IBVF. Juntas, elas farão uma homenagem a Gordon Goodwin, band leader e arranjador da melhor qualidade.










E, é claro, a anfitriã não poderia deixar de se apresentar. Baterista, educadora, compositora, arranjadora, organizadora e artista internacional, Vera Figueiredo foi aquela que fez a bateria brasileira tocar em mão dupla: tanto do Brasil para o mundo, quanto do mundo para o Brasil.











Além de todas estas atrações, acontece também o tradicional Concurso de Bateristas. E este ano o vencedor leva, entre os prêmios, uma vaga na final do DOT - Drummer of Tomorrow, concurso promovido pela Mapex e que terá sua final em 2012.

O Batuka Brasil! International Drum Fest acontece em 30 e 31/7, a partir das 17h, no Auditório Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº). Os ingressos já estão à venda e custam R$30 (inteira) e R$15 (meia).

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Instrumental nesta quinta

Nesta quinta, duas ótimas ocasiões pra assistir bom jazz em São Paulo.

O ABC Trio, formado por Alê Damasceno na bateria, Robertinho Carvalho no baixo e Ogair Júnior nos teclados, toca no Ao Vivo Music (R. Inhambú, 229), às 20:30. É fino e é cedo, vale muito ver esses caras tocando!

E o baixista Manoel Cruz apresenta seu novo álbum Under my Soul no Teta Jazz Bar (R. Cardeal Arcoverde, 1265), às 21h. E o batera que o acompanha é Ricardo Berti.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Dia do Rock

13 de julho é o dia do rock, todo mundo lembra (lembra, né?). Pois bem, a comemoração em Santana de Parnaíba, perto de São Paulo, acontece dia 14/7 com show do guitarrista Fábio Veroneze no Cine Teatro Coronel Raymundo (R. Suzana Dias, 300, no centro histórico da cidade). Começa às 21h e a entrada é franca. Junto com Veroneze, tocam o baixista Ricardo Moreira e o baterista Appolo Moreira.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Brasileiros quebrando tudo

Ok, não dá pra todo mundo assistir shows no exterior. Às vezes temos problemas pra ver um show na cidade vizinha, imagina uma viagem maior... Mas é legal saber que há cada vez mais brasileiros quebrando barreiras e fazendo gigs legais fora do Brasil, e não só com música brasileira.

Começamos com um grande: Lauro Lellis toca com Tom Zé dia 19/7 no Lincoln Center Festival 2011, que acontece no próprio Lincoln Center, em Nova York. A gente já ouviu falar bastante do tal centro por aqui por causa da jazz orchestra deles, que é dirigida pelo trompetista Winton Marsallis. O site diz que o som do artista é "brilhantemente bizarro, criativo e intelectual (...) um iconoclasta da bossa nova, um trovador avant-garde". E a performance de Tom Zé no palco é impulsionada pela bateria brasileiríssima, pulsante e viva de Lauro Lellis. Completando a cozinha, o baixista é o também baterista (e compositor e vocalista e guitarrista e...) Renato Lellis.











Agora o rock'n'roll: o batera que vai tocar com ninguém menos que Jeff Scott Soto no Bang Your Head Festival 2011, na Europa, é Edu Cominato. Eles tocam dia 16/7 em Balingen, na Alemanha. O grupo faz outras quatro datas por lá, pra aquecer, todas em julho. Dia 9 em Kerkrade (Holanda), 10 em Osnabruck (Alemanha), 13 em Aschaffenburg (Alemanha) e dia 14 em Pratteln (Suíça). Edu já trabalha com Soto há algum tempo, inclusive tendo gravado o último DVD ao vivo do homem, e aqui no Brasil mantém vários trabalhos, inclusive a Remove Silence.

Ah, se fosse só um pouquinho mais perto...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Batuka! 2011

Nos dias 30 e 31/7, em São paulo, acontece a 13º edição do Batuka Brasil! International Drum Fest, realização do Instituto de Bateria Vera Figueiredo, que traz ao Brasil grandes músicos e mostra o melhor da bateria. Este ano a lista de convidados é grande e impressionante!





Pra começar, o festival traz Colin Bailey. Ele é bem conhecido aqui no Brasil por seu livro "Bass Drum Control" (editora Hal Leonard - estou na página 3 faz dez anos), mas sua história musical é impressionante. Nascido na Inglaterra, estudou bateria, piano e teoria musical desde muito cedo. No final dos anos 50 foi à Austrália e lá encontrou Joe Morello, o que mudou sua vida. Da Austrália, foi para os EUA tocando com o Australian Jazz Quartet, ficou por lá e tocou na cena jazzística: Vince Guaraldi, Victor Feldman, Joe Pass, chegou a substituir Tony Williams no quinteto de Milles Davies (Tony não tinha idade pra tocar na casa onde Milles ia se apresentar), fez uma extensa carreira como músico de estúdio, tendo gravado inclusive com Tom Jobim (por indicação de João Gilberto).






Da França vem Damien Schmitt, baterista de uma família de músicos. Tocou com o famoso violinista Jean Luc Ponty, que ficou muito impressionado com sua musicalidade, e vem fazendo trabalhos com Frank Gambale e Zapoa MaMa, entre outros da cena jazz fusion francesa. Inclusive, apresentou-se no grande festival Printemps de Bourges com sua própria banda.










Aquiles Priester dispensa apresentações. Fundador do Hangar, fez parte do renascimento do Angra e tem realizdao gravações e workshops pelo mundo com uma frequência espantosa, inclusive com uma grande apresentação no Drummer Live Festival em Londres, em 2006, e tem dois DVDs didáticos lançados.











Nuestros hermanos portenhos mandam Quintino Cinalli mostrar o melhor dos ritmos folclóricos argentinos adaptados para a bateria. Sons como candombe, murga, chacarera, zamba e tango são incorporados por esse instrumentista inovador, que funde suas raízes ao jazz e ao rock. Além de quatro CDs lançados, hoje ele vive entre a Universidade de Santiago (Chile), onde é professor, a Arghntina e os EUA, onde toca, grava e ministra masterclasses.









Dom Famularo é um baterista de quem é difícil escrever. Ele tem inúmeras realizações como músico, educador (um dos principais expoentes da técnica Moeller atualmente) e organizador. É um indivíduo brilhante, tanto tocando quanto ensinando, combina a habilidade técnica do passado com um hábito (!) de quebrar paradigmas.










Mais um de quebrar tudo: Robby Ameen vem ao Brasil mostrar por que é solicitado tanto por Paul Simon quanto Dizzy Gillespie, e por que toca há mais de vinte anos com Ruben Blades. Atua ativamente na cena musical de Nova York gravando e tocando ao vivo. Recentemente lançõu o livro "Funkifying the clave", junto com o baixista Lincoln Goines, e gravou com Horacio "El Negro" Hernandez o CD "El Negro & Robby Band".









O multi-instrumentista Renato Martins começou com piano e percussão ainda criança e teve uma sólida formação musical, com passagens pelo CLAM e pela Faculdade de Artes Santa Marcelina. Apesar disso, é auto-didata na maioria dos instrumentos de percussão que toca, tendo criado muitas técnicas, principalmente para o udu (vaso de barro) e para o cajon. Além da carreira de educador, ele atua na cena instrumental ao lado de André Geraissati, Ulisses Rocha, Teco Cardoso, Renato Borghetti, Edu Riobeiro, Renato Consorte, Roberto Angerosa, Nelson Faria, Mozart Mello e Celso Pixinga, entre outros.








Fabiana Fonseca e Bruna Barone são aluinas de Vera Figueiredo no IBVF e se apresentarão juntas, mostrando a pegada que muda os conceitos na noite paulista. Fabiana é baterista da banda Siri na Lata e do musical Cabaret Luxúria, e faz subs pra Vera na banda do programa Altas Horas. Bruna atua na noite paulista e ministra o curso de Finale no IBVF. Juntas, elas farão uma homenagem a Gordon Goodwin, band leader e arranjador da melhor qualidade.










E, é claro, a anfitriã não poderia deixar de se apresentar. Baterista, educadora, compositora, arranjadora, organizadora e artista internacional, Vera Figueiredo foi aquela que fez a bateria brasileira tocar em mão dupla: tanto do Brasil para o mundo, quanto do mundo para o Brasil.











Além de todas estas atrações, acontece também o tradicional Concurso de Bateristas. E este ano o vencedor leva, entre os prêmios, uma vaga na final do DOT - Drummer of Tomorrow, concurso promovido pela Mapex e que terá sua final em 2012.

O Batuka Brasil! International Drum Fest acontece em 30 e 31/7, a partir das 17h, no Auditório Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº). Os ingressos já estão à venda e custam R$30 (inteira) e R$15 (meia).

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Alaor Neves e Caviars Blues Band


A Caviars Blues Band se apresenta no próximo dia 30/6 no Centro Cultural Sã Paulo (R. Vergueiro, 1000). A banda é formada por músicos experientes e da mais alta qualidade: Alaor Neves na bateria, Guappo nos vocais e gaita, Xilo na guitarra e Ney Haddad no baixo. No repertorio, além de releituras de clássicos do blues, também composições autorais, inclusive algumas que farão parte do segundo CD da banda, que está em processo de gravação. O projeto é o Quinta na Faixa (e, portanto, é na faixa!) e tem inicio às 19h. É preciso retirar o ingresso até uma hora antes do show.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Kausachum em Guarulhos


A banda Kausachum parte de uma premissa bem interessante: eles unem heavy metal à música tradicional peruana (inclusive com aquelas flautas características). A idéia do grupo é usar as melodias e bases harmônicas incas, assim como letras sobre a cultura inkaica. O grupo foi formado em 2007 pelo vocalista e flautista Patro Vargas e conta também com o baterista Guilherme Caballero, o guitarrista Cruz Vargas e o baixista Rafael Correa.

Dia 25/6 a banda se apresenta em Guarulhos, no teatro Padre Bento (R. Francisco Foot, 3), em homenagem ao dia do Inti Raymi (festa peruana do Deus Sol). O show começa às 20h.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Virgil Donati no Brasil


Virgil Donati já é muito bem conhecido por seu trabalho como educador e quebrando tudo em muitos projetos alucinantes, como Planet X, Ring of Fire, Gambale, Donati, Fierabracci e os álbus solos de Derek Sherinian, além de sua alucinante contribuição para as coisas mais inusitadas (por exemplo, você sabia que Virgil gravou a bateria de uma das músicas ("Eternity", de David Hirschfelder) da abertura das Olimpiadas de 2000, em Sidney?). A mais recente piração do batera foi sua participação na audição do Dream Theater, em que ele simplesmente quebra tudo.

E ele vem ao Brasil para umas turnê de workshops entre 21 e 30 de junho, passando por várias cidades (pela ordem: São Paulo, Curtiba, Novo Hamburgo, Florianopolis, Brazilia, Fortaleza e Campo Grande). Aqui em São Paulo será dia 21/6, às 19:30, no bar A Lanterna (R. Fidalga, 531). Os ingressos custam R$25 (para alunos do Bateras Beat), R$35 (antecipado) e R$50 (na porta).

Aqui em São Paulo, o tradutor será este que vos escreve. Nos vemos lá!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Workshop de Pascoal Meirelles

Nesta quarta, 15/6, às 19:30, o grande baterista Pascoal Meirelles faz workshop na Escola de Bateristas Jorge Casagrande (R. Conde de Lages, 23, Lapa, RJ). Para entrar, R$15 mais 2kg de alimentos não perecíveis. Além de abordar a linguagem baterística e o jazz, Pascoal também levará seu DVD "Triunvirato". Mais informações pelo telefone (21) 2507-0528.

domingo, 5 de junho de 2011

Appolo Moreira e Fábio Veroneze

O baterista Appolo Moreira faz os shows de lançamento do CD Virus, do guitarrista Fábio Veroneze (em breve rola uma resenha por aqui). O trabalho é uma reunião de composições do prórpio Veroneze, que é sideman, produtor e professor no C.O.M. e no Souza Lima. Rock, em todas as suas vertentes modernas, e blues instrumental se misturam no trabalho. As gravações contaram com bateristas de responsa: o próprio Appolo, Aquiles Priester, Edu Cominato e o mestre Alaor Neves (aliás, vou dedar: há uma faixa mal escondida no álbum, um blues fantástico, com Alaor, Bruno Migotto no baixo e Guappo na gaita).

Serão dois shows esta semana: dia 9/6 (quinta), às 20h, no projeto Som no Souza, no SL Music Hall (R. José Maria Lisboa, 745); e dia 11/6 (sábado), às 18h, no auditório da Livraria Cultura do Boubon Shopping (R. Turiassú, 2100).

Nos dois shows é a mesma banda: Appolo Moreira na bateria e Ricardo Moreira no baixo. E os dois shows tem entrada franca e honesta.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Autoral - Zimbo Trio (2011)


Nos dias 14 e 15/5, em São Paulo, aconteceram os shows de lançamento do novo CD do Zimbo Trio, Autoral. Diferente do que acontece com a música instrumental em nossos dias, o Zimbo não aporrinha o ouvinte com improvisos intermináveis. Aliás, o pianista, compositor e arranjador Amilton Godoy gosta de solos que não passem de quatro chorus. Na minha opinião, longe de tosar a criatividade dos músicos, essa regra tácita faz os bateristas Pércio Sápia e Rubinho Barsotti, e o baixista Marinho Andreotti exercitarem a habilidade de construir solos com começo, meio e fim. Além disso, os arranjos do professor Amilton já não são coisa simples. Em "Bom dia São Paulo", música de abertura tanto do show quanto do CD (gravado ao vivo em novembro de 2010), Pércio é exigido técnica e criativamente. Em "Teus olhos", o que se exige do baterista é a sensibilidade, e ela não falta. "Divertimento" tem um groove bem diferente do que se costuma ouvir no brazilian jazz, flertando com o samba-funk, e funciona muito bem. Em "Notas que falam", Pércio coloca muito bom gosto no solo. É difícil explicar por quê o "trio" tem quatro integrantes, mas em "Teste de som" Rubinho Barsotti volta a seu lugar à bateria. Inclusive, vale observar algo bem característico: Rubinho gosta do som da caixa com a esteira desligada, por lembrar mais o som do tamborim. Ao vivo, ele também toca a clássica "Nanã", em que faz a levada da bateria batucando com os dedos. Essa não foi registrada no CD, mas Pércio a gravou recentemente para seu CD solo, em dueto com Rubinho (Ih, Pércio! Falei!). Pra terminar, Pércio volta à bateria para tocar outro clássico, "O batráquio". E nessa não há limites para os solos: todo mundo quebra tudo!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Novidades do Fernandão


O site de Fernando Schaefer traz novidades. Ele está mais legal, melhor de navegar e a trlha sonora é ótima (o tema de "O Poderoso Chefão", de Enio Morricone e Nino Rota!). No conteúdo, datas, gravações, alguns vídeos matadores de um dos mais brutais bateras extremos do Brasil. Quebra tudo aê, Fernandão!

E, é claro, ele já esteve por aqui!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Paulo Zinner em Santoshttp://www.blogger.com/img/blank.gif


Próxima quinta, dia 26/5, Paulo Zinner faz workshop e show com sua Rockestra no SESC Santos. Conhecido por sua carreira no rock brasileiro, fundador do Golpe de Estado e da Paulo Zinner Rockestra, o baterista tocou por dez anos com Rita Lee e Roberto de Carvalho e já teve a oportunidade de tocar com Ian Paice, Glen Hughes (Deep Purple), Andy Summers (The Police), Grahan Bonnet e Joe Lynn Turner (Rainbow), Ney Matogrosso e Caetano Veloso, entre outros.

O workshop começa às 15h e é de graça. Ele mostra sua técnica e seus grooves diferenciados, responde perguntas sobre técnica, música, produção e carreira e interage com o público, chamando alguns músicos ao palco para tocar com ele.

O show da Paulo Zinner Rockestra começa às 21h e inclui toda aquela gama de clássicos do rock que influenciaram e ainda influenciam muitos músicos, incluindo Deep Purple, Dio, Whitesnake, etc. Nas músicas, muito improviso e faixas autorais, como "Sanguessugas", da própria Rockestra, e músicas de Rita Lee e Golpe de Estado. Com Zinner, tocam na Rockestra Fernando Piu (guitarra), Daniel LaTorre (hammond), Rodrigo Mantovani (baixo) e Jenifer Pauzner (voz).

26/5, quinta, no SESC Santos
R. Conselheiro Ribas, 136 (Bairro Aparecida)
Informações: (13) 3278-9800

Ingressos:
Workshop: entrada franca
Show: R$8,00 (inteira), R$4,00 (usuário SESC, maiores de 60 anos, professores públicos e estudantes) e R$2,00 (trabalhador do comércio matriculado).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Girls on Drums 2


Vera Figueiredo, Simone Sou, Jully Lee, Shirley Granato e Lucy Peart dividem o palco nesta sexta, dia 20/5, na segunda edição do Girls on Drums, realização da Drum Time Escola de Bateria e Percussão. “Como já tive muitas alunas na escola e muitas vezes reparei que os pais acham que bateria é coisa de homem, resolvi criar um evento dedicado aos tambores tocados por mãos femininas” diz Joel Jr., baterista e diretor da Drum Time, idealizador do festival. “Em 2010 tivemos a primeira edição com muita gente interessada em ver o evento”.

Na primeira edição participaram as bateristas curitibanas Dani Gomes, Clau Sweet Zombie e Lucy Peart, e as paulistas Fernanda Terra e Naná Rizinni. Para a segunda edição, o cast recebe estrelas brasileiras que já alcançaram o cenário mundial da bateria, Vera Figueiredo e Simone Sou, e também as bateristas curitibanas Shirley Granato (Filó Soul Fia Funk), Lucy Peart (Punkake) – que retorna ao palco do evento depois de votação feita em 2010 – e Jully Lee (Santos-SP), esta uma verdadeira baterista a la metal 80’s, com uma bateria gigantesca.

Nesta sexta, 20/5, a partir das 20h, no Jokers Pub (R. São Francisco, 164, Curitiba - PR). Ingressos na Drum Time, no Jokers e na Drum Shop Instrumentos Musicais: R$15 antecipado, R$20 na porta. Mais informações: (41) 3322-5462.

terça-feira, 17 de maio de 2011

SouKast e Oleg Fateev

O Soukast é um duo de bateria e percussão (ou percuteria) formado por Simone Sou ("que solta ritmo por todos os poros", na bela definição de James Muller) e Guilherme Kastrup (um dos muito requisitados bateras/percussionistas de São Paulo). Vocês lembram deles. Oleg Fateev é um acordeonista moldavo (da Moldávia, sabe onde é?). E o show que acontece hoje é um re-encontro deles, que fizeram um show fantástico em 2009 na Copenhagen Jazzhouse, na Dinamarca, unindo o repertório do duo, com música brasileira e elementos eletrônicos, e a incrível habilidade do músico do Leste Europeu. Esse re-encontro acontece hoje, 17/5, a partir das 21h, na Casa do Núcleo (R. Cerda Padre, 25, São Paulo), espaço de Benjamim Taubikin, e o próprio promete uma participação. Entrada R$20.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sobre critérios

Todos já ouvimos falar de critério, inclusive em se tratando de música e de história, especialmente em se tratando de crítica. Mas aquilo que temos sérias dificuldades de encontrar são aqueles que de fato usam de algum critério na mídia musical. Então surge a pergunta: o que é, afinal, ter critério?

O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa define critério como “Faculdade de distinguir o verdadeiro do falso. Capacidade, autoridade para criticar”. A palavra tem raízes no grego “kritérion”, que pode ser traduzido como “padrão que serve de base para que coisas e pessoas possam ser comparadas e julgadas”. Significa ter capacidade e autoridade para criticar (Wikipedia). O professor José Lourenço de Oliveira, no artigo “Disquisição [investigação] sobre o vocábulo ‘critério’”, publicado no livro O Espírito Mediterrâneo (UFMG, 1951), observa que o vocábulo grego vem da raiz indo-européia “krei”, que significa “separar”. Podemos concluir que usar de um critério significa diferenciar. Separar o que serve para determinado propósito do que não serve.

Tanto o uso quanto o esclarecimento prévio acerca de quais são os critérios utilizados é defendido pelo poeta, tradutor e ensaísta mexicano Octavio Paz (1914-1998) no artigo “Sobre a crítica”, publicado na Revista Confraria nº 25 (e disponível aqui). Falando sobre literatura, ele escreveu que o ponto fraco da América Latina e da Espanha é uma tradição crítica não muito profunda – apesar de contarmos com críticos muito bons, incluindo o próprio Paz, os que ele cita no texto e os brasileiros Décio Pignatari e Haroldo de Campos. Segundo Paz, “a crítica é o que constitui o que nós chamamos uma literatura, e que não é mais que a soma das obras, que o sistema de suas relações: um campo de afinidades e de oposições”.

Transcendendo a observação de Paz para a música, apenas trocando a palavra “literatura” do texto citado por “cena”: por aqui temos resenhas, e não críticas, e poucos críticos de fato criteriosos, ainda mais em se tratando de música popular. Ainda segundo Paz, “a missão da crítica não é de descobrir as obras, mas de as relacionar umas com as outras, de as ordenar, de indicar sua posição dentro do conjunto e em acordo com as predisposições e tendências de cada uma. Nesse sentido, a crítica tem uma função criativa: ela inventa uma literatura (uma perspectiva, uma ordem [uma cena, como nos convém incluir]) a partir das obras”. Isto é, a crítica cria diálogos entre as obras. E o bom crítico é aquele que dialoga com a obra – e não com os autores.

Teofrasto (372 a.C. - 287 a.C., sucessor de Aristóteles na escola peripatética) deixou escrito que "Um orador sem critério é como um cavalo sem freio". E a revista Modern Drummer Brasil acaba de realizar um exercício neste sentido, com a publicação da matéria “A História da Bateria no Brasil”: um cavalo – metáfora para o tempo no imaginário e na poesia de Alceu Valença, posto que falamos de história – bem domado.

Os critérios para a construção do artigo foram bem claros e expostos duas vezes, uma no editorial da edição nº 100 e outra na introdução do texto (aliás, você costuma ler editoriais de revistas? Deveria. É lá que estão a linha editorial e os pressupostos teóricos da revista – isto é, seus critérios). Os critérios para a pesquisa executada pela equipe MD podem ser resumidos com o nome de uma das seções da revista: “Só vale se tocar”. Os bateristas inclusos na história que a revista pesquisou e relatou são aqueles que produzem e trabalham, com música, arte e conhecimento; estudam, aliás, estudam muito; tocam, aliás, mais do que estudam, e transformam qualquer trabalho em algo digno; tem comprometimento e dedicação ao instrumento, e foco na música; e, sem dúvida, são absolutamente talentosos. Podemos resumir os critérios adotados a uma única palavra: relevância. Tornar-se relevante é fazer algo mais que executar bem o instrumento. É mudar o rumo da música e influenciar outras pessoas. Para se identificar os relevantes é preciso estabelecer um horizonte e verificar quem está aonde segundo tal horizonte.

Neste ponto encontramos de novo o “kritérion” – “padrão que serve de base para que coisas e pessoas possam ser comparadas e julgadas” – ou um horizonte. A quantidade de colaboradores é a evidência de que o critério é válido. A pluralidade de discursos lapida a informação. Ao contrário da internet – onde há inúmeros discursos (ironicamente) desconectados – foi publicado um único discurso, polifônico como uma fuga barroca, é verdade, mas único. Não há “achismos”. Não há parcialidade. Há um consenso multifacetado, um caleidoscópio de informações direcionado para a música mas, ainda assim, que reflete o que está acima do horizonte: “Só vale se tocar”.

Termino expressando minha admiração por um músico em especial, que colaborou maravilhosamente para o artigo: Azael Rodrigues. Seu texto “Música instrumental do Brasil + Vanguarda Paulista”, na página 42 da MD nº100, é de longe o melhor da edição. A maneira como Azael construiu o texto interconecta a revista física, o leitor, a internet, a expressividade e a história, uma mixagem digna de um filme de Quentin Tarantino. Isso, senhoras e senhores, é a crítica como arte.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Jalapeño no Prata da Casa

O baterista Pedro Prado toca com seu Jalapeño Project hoje no SESC Pompeia (R. Clelia, 93), a partir das 21h. A entrada é franca, mas é preciso retirar os ingressos com uma hora de antecedência. Junto com Pedro (bateria e efeitos eletrônicos) tocam Paulo Kishimoto (guitarra e teclados) e Gustavo Mazon (baixo e sintetizadores).

Quem gosta de comida mexicana conhece a pimenta jalapeño, uma pimenta verde que é mais picante que as vermelhas. A música do power trio instrumental paulistano que abre o Prata da Casa em maio também é ardida. Mas deve ser consumida em fartos bocados, para que todas as suas nuances sejam percebidas. Rock, reggae, jazz e funk são alguns dos ritmos abraçados pelo grupo em “Verde”, seu CD de estreia. A banda persegue um som novo, combinando instrumentos analógicos com programações eletrônicas, baixo acústico e samples de hip hop.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Jazz e erudito


O baterista e percussionista Leandro Lui tem semana cheia. Hoje, às 14h (daqui a pouco!), ele toca com a Orquestra Sinfônica de Santo André na Sala São Paulo. Amanhã, 3/5, entre 20h e 21:30, ele toca música brasileira instrumental e jazz com o Djez pra 5, no Ton Ton Jazz (Al. dos Pamaris, 55, São Paulo). E daí na quarta, dia 4/5, de novo com a Orquestra Sinfônica de Santo André, desta vez no Teatro Municipal de Santo André, às 14:30.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Ramon Montagner e Luiza Possi


O grande Ramon Montagner toca hoje na gravação do DVD de Luiza Possi, no Citibank Hall, em São Paulo. Na gravação haverá participações de Zizi Possi e Ivete Sangalo e o show promete muito. De Ramon, certamente virá aquele suingue, aquela musicalidade e o bom humor de sempre. Aliás, no blog do Ramon ele vem postando fotos e falando da expectativa pro show. Vale conferir.

Caio Bertazzoli toca com Brisa

Hoje, 29/4, o baterista Caio Bertazzoli acompanha a cantora Brisa no show de lançamento de seu CD. No repertório, as composições autorais de Brisa, que é formada em música pela Unicamp e poetisa de belas imagens. Não, não é show pra ver a bateria quebrando tudo. É show pra se apreciar com tranquilidade, ouvir melodias e o conjunto instrumental. Aliás, o instrumental é de primeira linha. Além do Caio e da Brisa, cantando e tocando violão, estão na banda Beto Kobayashi (guitarras e violões, professor do EM&T Campinas), Diego Brianezi (baixo) e José Camilo Neto (teclado). E também haverá a participação de Willy Guevara. Será no auditório da Livraria Cultura do Shopping Iguatemi de Campinas (Av. Iguatemi, 777), a partir das 19h, com entrada franca.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Blog das vassourinhas
























O meu amigo, grande baterista e "brushman" Nelton Essi colocou no ar seu blog sobre vassourinhas e já está quebrando tudo. Há aulas e reflexões sobre a bateria executada com vassourinhas, há vídeos e artigos do prórpio Nelton e de outros grandes músicos (inclusive, logo no começo, um texto de Jeff Hamilton!). Importantíssimo e imperdível!

Achei!
































Eu sempre cito o livro e ainda não tinha achado o serviço completo, mas finalmente achei! Em "Is Jazz dead (or has it moved to a new adress)" (Paperback, 2005), o crítico britânico Stuart Nicholson lançou uma bela polêmica para o meio jazzístico. Ele defende que, ainda na década de 1980, o jazz feito nos Estados Unidos perdeu sua veia criativa, caindo em clichês e releituras. Segundo Nicholson, a essência inovadora do jazz e seu modus operandi não estão mais nos EUA, mas em outros continentes, principalmente na Europa. E podemos incluir aí, sem restrições, o Brasil, principal exportador de músicos criativos. Eu concordo com a opinião de Nicholson. Adoro o trabalho de Winton Marsalis, por exemplo, mas todas aquelas regras e definições, que tornam-se restrições, engessam o espírito criador do jazz. Ok, Marsallis está defendendo o ritmo do jazz, e está muito certo (isso é memória), mas todo engessamento "mata" a arte. A manutenção da memória do ritmo é algo como uma fotografia: ao mesmo tempo eterniza e mata o momento, já que a foto faz todo mundo lembrar do que está retratado, mas o tempo é fluxo, portanto não pode ser parado. Da mesma maneira a música, e a arte.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Vários ritmos de um mesmo mundo


Na próxima terça, dia 26/4, no EM&T Jabaquara (Av. Eng. George Corbisier, 100, ao lado do metrô Conceição), quatro grandes bateristas farão um grande workshop (grande mesmo: serão oito horas!) abordando vários ritmos e assuntos. Os bateristas são Bob Wyatt, Paulinho "Briga" Vieira, Christiano Rocha e Giba Favery, e entre os muitos assuntos que serão abordados estão vários ritmos (inclusive salsa e flamenco), criação de levadas, técnica e leitura à primeira vista. A peleja é boa, hein?

Vai começar às 14h e deve ir até às 22h. Se você estuda ou trabalha na parte da tarde, não tem problema. Pode chegar mais tarde. O curso é todo apostilado e tem certificado no final. O valor da inscrição fica entre R$10 e R$15, dependendo da hora que você chegar. Pra inscrições e mais informações, ligue no EM&T: (11) 5012-2777.

E se alguém trabalha com algum projeto (como Projeto Guri, por exemplo) ou casa de apoio, entre em contato que é possível colocar a molecada pra ver também.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Workshop on line


Hoje, a partir das 16:30, Nenê dos Santos apresenta o primeiro workshop de bateria on line do Brasil (pelo menos que eu tenho notícia). Vai rolar na web TV Portal Osasco e é de graça (claro!), dentro do programa Passando o Som, que é apresentado pelo próprio Nenê. No workshop, o baterista fala sobre ritmos diversos, técnica e sobre a vida de músico.

E, em primeira mão: o convidado de semana que vem (26/4) no programa é a banda Shaman, com Ricardo Confessori na bateria.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Bate-papo com Aquiles Priester


O Conservatório Cora Pavan Capparelli de Uberlândia recebe o baterista e fundador da banda Hangar, Aquiles Priester (que se apresentou no Modern Drummer Festival 2011 nos EUA), para o lançamento da sua biografia oficial "De Fã a Ídolo". A obra retrata todo o desenvolvimento pessoal e artístico da trajetória do músico, mostrando o que fez com que Aquiles se tornasse um dos principais bateristas de rock do mundo, respeitado por músicos como Nicko McBrain (Iron Maiden) e Mike Portnoy (Dream Theater).

Será nesta sexta, dia 15/4, a partir das 18h, no Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli, sala Sebastião Vitorino. Ingressos no xerox do Conservatório ou com a professora Tatiana de Bateria (sala BT013). Mais informações pelo telefone (34) 3232-1530.