segunda-feira, 25 de abril de 2011

Achei!
































Eu sempre cito o livro e ainda não tinha achado o serviço completo, mas finalmente achei! Em "Is Jazz dead (or has it moved to a new adress)" (Paperback, 2005), o crítico britânico Stuart Nicholson lançou uma bela polêmica para o meio jazzístico. Ele defende que, ainda na década de 1980, o jazz feito nos Estados Unidos perdeu sua veia criativa, caindo em clichês e releituras. Segundo Nicholson, a essência inovadora do jazz e seu modus operandi não estão mais nos EUA, mas em outros continentes, principalmente na Europa. E podemos incluir aí, sem restrições, o Brasil, principal exportador de músicos criativos. Eu concordo com a opinião de Nicholson. Adoro o trabalho de Winton Marsalis, por exemplo, mas todas aquelas regras e definições, que tornam-se restrições, engessam o espírito criador do jazz. Ok, Marsallis está defendendo o ritmo do jazz, e está muito certo (isso é memória), mas todo engessamento "mata" a arte. A manutenção da memória do ritmo é algo como uma fotografia: ao mesmo tempo eterniza e mata o momento, já que a foto faz todo mundo lembrar do que está retratado, mas o tempo é fluxo, portanto não pode ser parado. Da mesma maneira a música, e a arte.

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