quarta-feira, 30 de março de 2011

Nivaldo Kassalias no OBaterista.com


Um verdadeiro trabalhador da bateria, Nivaldo Kassalias encara tudo o que pode. Ele atua há mais de seis anos com a banda Espírito Cigano, tocando toda semana, e já tocou em muitas situações difíceis enquanto baterista da banda do Padre Antônio Maria. Além de lecionar bateria no Centro Musical Morumbi, escola do renomado Lauro Lellis.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Divertido

O sujeito fofo aí é Teddy Brown, músico da primeira metade do século XX. Faz tempo, mas a habilidade do sujeito tocando o xilofone é impressionante. Claro, o homem era o que se chama um "enterteiner", alguém preocupado em entreter as pessoas. Mas isso não lhe tira nenhum mérito.



O vídeo foi mandado pelo Leandro Lui. Valeu!

domingo, 27 de março de 2011

Lui cai no rock


O baterista Leandro Lui, conhecido por sua atuação no jazz e como "o baterista dos musicais", hoje cai no rock com a banda G49, no Manifesto Bar. O grupo vai soltar suas bombas de rock clássico dos anos 80, incluindo muito Guns n'Roses, em especial músicas do álbum Appetite for Destruction, de 1987.

Além da G49, tocam também Havoc, Springfield Nukes e Hefestos.

sexta-feira, 25 de março de 2011

História da Bateria Brasileira


Já vi alguns livros, todos de autores norte-americanos, contando a história da bateria (e destaco "História Social do Jazz", de Eric Hobsbawm, que não é exatamente sobre bateria, mas fala dela pelo que conta). Com a exceção da pesquisa de Uirá Moreira e uma matéria bem sintética publicada na revista Batera dez anos atrás, nunca havia visto um trabalho completo sobre a História da Bateria no Brasil. E a edição de março da revista Modern Drummer Brasil quebra esse tabu.

Vencendo barreiras como preconceitos estilísticos, falta de arquivos e fotos decentes e distâncias dignas deste país continental, a equipe da revista realizou uma pesquisa profunda e embasada, sempre que possível, por depoimentos de quem esteve lá e viu com seus próprios olhos a história acontecer. Além da equipe da revista, a matéria contou com 104 colaboradores e cita mais de 900 bateristas.

Vendo a edição, o baterista e professor Lauro Lellis disse "É um momento ímpar, isso nunca foi realizado dessa forma. É um registro da nossa história fundamentado em pesquisas in loco e contribuições de vários profissionais. É realidade pura, resultado de muito trabalho e dedicação com muitos profissionais de renome envolvidos".

Dentro de alguns anos, esta matéria será material de referência para estudos acadêmicos e pesquisas de todo tipo. É algo que falta à nossa arte e cultura (e à nossa vida cotidiana): memória. Temos, sim, raízes. Temos um percurso, que nos leva a ser considerados donos de uma das melhores músicas do mundo. Estamos em todos os lugares, do jazz ao punk rock, do pagode à bossa nova. E essa é nossa história.

A revista já está nas bancas, e vale a pena ter esta edição. Se você não encontrar em uma banca próxima de sua casa, entre em contato com a editora.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Novos blogs parceiros

Blogs bons e novos na rede, e lá vamos nós: primeiro, o blog do baterista e compósitor e professor e arranjador e meu amigo Sergio Gomes. No blog, Sergio fala de experiências, música e expõe suas reflexões. É muito legal, e sempre acompanhado da visão de mundo singular do Sergio. Você pçode conhecer mais do trabalho do Sergio visitando seu site.

O outro blog é do baixista e compositor e arranjador e produtor e meu amigo Cláudio Machado. O Baixistas do Brasil é um espaço para, segundo o prórpio Cláudio, "homenagear os grandes baixistas brasileiros que começaram a história do baixo elétrico no Brasil. É uma justiça a ser feita como um agradecimento aos homens corajosos que doaram seus conhecimentos acumulados a custas de horas, dias, meses e anos de suas vidas para nos mostrar pronta e lapidada a arte de tocar o baixo elétrico no Brasil". Imprescindível pra quem quer tocar bateria direito: presta atenção no baixista!

Os dois blogs estão listados ali do lado, em ordem alfabética. Visitem e divirtam-se!

Filme no SESC Paraná


Você sabe o que é um rejoneo? É um tipo de tourada em que o toureiro faz sua arte montado a cavalo. É muito comum no sul da Espanha (Andaluzia e Extremadura) e em Portugal. Em 2009, um amigo meu chamada Eduardo Baggio esteve em Sevilla, assistiu a um rejoneo e tirou uma série de fotos. No semestre passado, tivemos a oportunidade de criar um documentário com estas fotos, usando-as como frames de uma animação. O resultado é o curta-documentário "Rejoneo", de nossa criação, com edição de fotos do Eduardo e pesquisa musical minha. A música, aliás, é "Caballo de Rejoneo", de Manuel Alejandro, interpretada por Isabel Pantoja (clique aqui pra ver a performance da cantora).

O documentário será exibido no circuito Cine SESC do Paraná, na mostra "Imagens e Poéticas no Documentário", e a estréia será nesta sexta, dia 25/3, às 19:30, no SESC Paço da Liberdade, em Curitiba (PR). Na mesma seção também será exibido "Caminhão de Cavalo", de Adriano Justino.

terça-feira, 22 de março de 2011

Complexidade rítmica


Felix Astor é baterista e professor alemão, estudioso da polirritmia aplicada ao jaaz e da complexidade rítmica decorrente. Junto com o vibrafonista Christopher Dell e o baixista Christian Ramond, formou o trio DRA, que desenvolve pesquisas sobre complexidade rítmica, superposição e modulações rítmicas, flertando ao mesmo tempo com o suigue do jazz e técnicas composicionais influenciadas pela música erudita contemporânea.

Felix está no Brasil - ele já morou por aqui e fala bem português - e realiza workshop sobre as possibilidades rítmicas aplicadas, independência, métricas fraseológicas, tempos e subdivisões. Acontece no Souza Lima (R. José Maria Lisboa, 745), nesta quinta, 24/3, às 13h, e interessa aos bateristas e aos compositores interessados na complexidade rítmica. Mais informações pelo telefonhe (11) 3884-9149.







Pra termos uma idéia do que Felix e o DRA fazem, aí vai um videozinho deles tocando no Festival de Jazz de Darmstadt. E prestem atenção no vibrafonista Christopher Dell, que é outro fora de série.



segunda-feira, 21 de março de 2011

Master Class com Cesinha em Porto Alegre

Cesinha faz master class no Bateras Beat de Porto Alegre (R. Garibaldi, 698) nesta sexta, dia 25/3, às 15h. Uma aula imperdível para quem acompanha artistas e gravações, a partir dos conceitos de um dos bateristas mais gravados e requisitados do país.

Podemos definir o trabalho de Cesinha como o do legítimo sideman: desde 1988 vem tocando com Caetano Veloso, Kid Abelha, Marina Lima, Ivan Lins, Marisa Monte, Cássia Eller, Simone, Ana Carolina, Vanessa da Mata e, em 2011, acompanha a cantora Maria Gadú e o compositor Moraes Moreira, além de um intenso trabalho em estúdios.

As inscrições podem ser feitas pelo telefone (51) 3779-0268 e custam R$80,00. Mais informações aqui.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Nina Pará

Essa é a Nina mandando ver uma música do trio Crats. Essa é "Mississipi Mouse", coisa fina!



terça-feira, 15 de março de 2011

Mente Clara lança "São Benedito"

Itiberê Zwarg escreveu, na contracapa do primeiro álbum do grupo Mente Clara: “No Mente Clara a gente vê ClaraMente traços de 'Universalidade', multiplicidade de cores rítmicas e harmônicas”. E o grupo gravou seu segundo álbum, São Benedito, entre 2009 e 2010 e será lançado pelo selo Unwritten Music. Com o lançamento, segue também uma série de shows (que serão devidamente noticiados por aqui).

As novas composições valorizam o espaço para o improviso, navegando por diversos ritmos, com grandes temas e harmonias bem cuidadas, como legítimos continuadores da "música universal"* sugerida por Hermeto Pascoal. Tudo embasado na formação dos instrumentistas: todos passaram pelo Conservatóriod de Tatuí, como alunos ou professores.

Formado por Rodrigo "Digão" Braz (bateria e percussão), César Roversi (sax), Fábio Leal (guitarra e violão), Beto Corrêa (piano e acordeon) e Franco Lorenzon (contrabaixo e percussão), o grupo faz o primeiro show de lançamento nesta quinta, 17/3, às 21h, no SESC Pompéia, com participação da cantora Manuella Cavalaro. Mais informações aqui.

*: Segundo Hermeto Pascoal, a Música Universal é uma qualidade musical que rompe a barreira entre popular e erudito. Uma música que, aos ouvidos comuns, pode ferir o senso estético, gerando certo desconforto pela quantidade e extremidade de cores, texturas e contrastes, abrindo um universo de possibilidades harmônicas, rítmicas e melódicas, com possibilidades de criação e recriação infinitas geradas por um senso comum: as possibilidades universais de criação e escuta musical. Em um de seus relatos sobre uma possível definição sobre sua música, Hermeto trava um contraste de ideias que explica o conceito: “Eu não sei o que sou, mas sei que sou. Não sei o que é a minha música, mas sei que é música”. [fonte]

segunda-feira, 14 de março de 2011

Joe Morello

Joe Morello nasceu em 1928 e desde cedo teve problemas de visão, o que o fazia ficar muito dentro de casa. Sua família o incentivou a tocar violino, o que ele fez muito bem. Mas decidiu mudar para a bateria quando entendeu que não conseguiria tirar "aquele" som do violino. E um de seus professores foi ninguém menos que George Lawrence Stone (o autor do livro "Stick Control", que também foi professor de Gene Krupa e Vic Firth), que o direcionou para o jazz, tirando Joe da percussão erudita.

Logo Joe tocava em muitas gigs. Primeiro com Hank Garland & the Grand Old Opry, e logo com Whitey Bernard, ainda em Massachusetts. E ele pensou muito antes de sair da banda de Bernard para mudar-se para Nova York. Após algum tempo e muitas gigs, ele recusou convites para tocar nas bandas de Benny Goodman e Tommy Dorsey, para fazer uma turnê de só dois meses com o Dave Brubeck Quartet. Turnê que, de duas semanas previstas, durou doze anos. As baquetadas de Joe estão espalhadas por mais de 120 álbuns, sendo que 60 só com o quarteto de Dave Brubeck.

Suas bases de músico erudito o permitiam ler e executar subdivisões pouco usuais no jazz, e tocar coisas bem difíceis com suingue e musicalidade. Sua participação no álbum Time Out (um divisor de águas do que é conhecido como o Third Stream, e contém a famosa "Take Five") é um marco na história do jazz e da música. Suas contribuições como professor são profundas, tendo inclusive escrito livros relevantes, como o "Master Studies".

John Riley escreveu assim na manhã do dia 12/3:
"Hi All, Sorry to be the bearer of sad news. Joe Morello passed away in the hospital this morning. He was 82 and had been having heart trouble. No other details at this time. His wisdom, musicianship and wit will be missed."
(Olá as todos. Sinto ser o portador de notícias tristes. Joe Morello faleceu no hospital esta manhã. Ele tinha 82 anos e tinha problemas de coração. Sem mais detalhes neste momento. Sentiremos falta de sua sabedoria, musicalidade e espirutuosidade.)

Este site faz suas as palavras de Riley.