segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Vitor Lambert & Douglas Ramos



Nesta terça, 30/8,os bateristas e professores do EM&T Douglas Ramos e Vitor Lambert se apresentam em um workshow no auditório da escola (Av. Eng. George Corbisier, 100), às 19h. Eles tocam um repertório variado, passando por rock, samba, funk e jazz, incluindo playbacks de músicas de David Garibaldi, Benny Grab, Maguinho e Rush, entre outros. Os ingressos serão trocados por 2 Kgs de alimentos não perecíveis.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Renato Martins e Boris Gaquere

O percussionista Renato Martins tem um duo com o violonista belga Boris Gaquere. Eles adoram música brasileira e provam isso no show que farão em São Paulo esta semana (dia 25/8, 20:30, no teatro do SESC Vila Mariana). No repertório, composições autorais e peças de compositores como Baden-Powell , Pulo Bellinati e Marco Pereira. A mistura de suingue e virtuosismo é evidente e bela. Este vale!

Conheça mais do duo através de seu Eletronic Press-Kit abaixo (em inglês).

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A história do jazz


Dia 27/8, sábado, a partir das 11:30, no Centro Musical Morumbi (Av. Prof. Francisco Morato, 1434), o músico, pesquisador, historiador do jazz, colecionador e ex-apresentador do programa "Isto é jazz" (Rádio USP-FM) Paulo Barion conta a história do jazz em workshop que acontece no Auditório do CMM. O jazz desde seu nascimento, incluindo os estilos, os compositores e intérpretes que fizeram história.
Para abrir o evento e aquecer os presentes, show com Moksha Trio (Lauro Lellis - bateria, Gilberto Ferry - piano, e Aníbal Garcia - contra-baixo). A entrada é franca, e é o tipo de conhecimento que precisamos cultivar.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Renato Martins em São Paulo


O percussionista Renato Martins ficou conhecido por seu trabalho com o udu (ou vaso, ou moringa, mais aqui). Sua carreira inclui uma infinidade de músicos brasileiros da cena instrumental (André Geraissati, Ulisses Rocha,Teco Cardoso, Renato Borghetti, Edu Ribeiro, Vitor Alcantara, Renato Consorte, Beto Angerosa, Nelson Faria, Mozart Mello, Celso Pixinga e mais uma galera), trabalhos no Cirque du Soleil e na cena jazzística européia. Desde 2004 ele mora na Bélgica e toca em duo com o violonista Boris Gaquere, com quem tem um CD gravado.

De passagem pelo Brasil, Renato se apresenta amanhã (sábado, 13/8), às 15h, no auditório do EM&T Jabaquara (Av. Engenheiro George Corbisier, 100 – Metrô Conceição). Convites em troca de 2 quilos de alimento pelo telefone (11) 5012.2777.

Esse cara é mais que um percussionista. Ele é um músico da pesada, um dos poucos com a incrível capacidade de contar histórias, criar tensões, encantar, de emocionar, enfim, usando só instrumentos de percussão.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Blog de Pércio Sápia


Um dos mais elegantes bateristas que eu já vi tocar agora (e finalmente!) tem endereço digital. Pércio Sápia estréia na internet com um blog com um currículo resumido, vídeos e fotos - olha lá eu na primeira foto, no estúdio Arsis, no dia em que ele gravou um dueto de bateria com ninguém menos que Rubinho Barsotti para seu álbum solo. E o link já está ali do lado. Entre os trabalhos do Pércio destacam-se o Triálogo, com o baixista Itamar Collaço e a pianista Débora Gurgel, e o Zimbo Trio, em que divide as baterias com Rubinho. Além de ser professor e supervisor do departamento de bateria do CLAM.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ensaio é para covardes


Estive este fim de semana no Batuka! International Drum Fest. Foi um dos mais universais que já presenciei. Estiveram presentes a música latina de Quintino Cinalli e Robby Ameen, a modernidade do francês Damien Schmitt, a brasilidade impar de Vera Figueiredo, a pegada poderosa de Aquiles Priester e a musicalidade total de Renato Martins. Bruna Barone e Fabiana Fonseca homenagearam o band leader Gordon Goodwin, Tiago Sousa venceu o concurso de bateras e pudemos desfrutar da presença iluminada de Dom Famularo.

Um dos convidados, o aguardado Colin Bailey, não pode estar presente por que seu vôo vindo de San Francisco, foi cancelado devido a condições climáticas. Pra preencher o espaço, Dom Famularo fez uma ligação ao Colin em sua casa e tocou algumas músicas, acompanhado de Thiago Alves no baixo e Ricardo Castellanos ao piano.

Obviamente não houve ensaio. Thiago e Ricardo estavam lá pra tocar com Bailey e com Ameen. Eles e Dom conversaram um pouco durante a passagem de som, tocaram algumas passagens, mas nenhuma música inteira. E pronto.

No camarim eu conversava com o Ricardo (temos um amigo em comum) e com o Thiago (já gravei com vários bateristas com quem ele toca), e haviam mais algumas pessoas conosco, Quintino, Renato Martins, Aquiles, Walter Bondiolli, Athos Costa, Vitor Matias, Thiago Figueiredo e mais alguém da produção (perdão, não lembro de todos...). E então chegou Dom, entrou na roda e disse alto e claro: “Ensaio é para covardes!” Segundo ele, a música de verdade acontece no momento em que é tocada. Algo preparado antes mata a espontaneidade e a possibilidade daquele momento ser único. E engatou a contar um caso.

Dom contou que, quando tinha 16 anos e começava sua carreira em Nova York, recebeu uma ligação pra substituir um batera. A gig era de uma banda de negros e aconteceria no Harlem, bairro tipicamente habitado por negros (nos EUA a questão do preconceito é mais evidente que por aqui). Quando ele entrou no bar, percebeu que era o único branco presente. O band leader olhou pra ele e disse “Vou te chamar Whitey (branquelo). Aqui funciona assim: eu chamo a música pelo nome e atacamos. Não há ensaio, não há partituras. Se você conhece a música, toque. Se não conhece, toque também. Deixe passar uma volta e entre firme na segunda”. Logo que eles começaram a tocar a primeira música, o saxofonista bem ao lado de Dom olhou-o e disse: “Play black!” (“Toque como um negro!”). Ele deixou a músicalidade dos outros músicos tomarem conta de si e a gig foi fantástica. Sem ensaio.

Ora, eu sou um aficionado por ensaiar (e tenho certeza de que muitos de vocês também). É o momento em que percebemos se a música funciona ou não, se falta algo, se sobra algo, se ela suinga, etc. E disse ao Dom: “Mas eu gosto de ensaiar (por aquelas razões), e não me sinto covarde por causa disso!”. Sua resposta foi ótima: “Se você consegue ensaiar pra verificar se a música funciona, se está tudo ok, e consegue esquecer o ensaio antes de tocar pra valer, a música que você fará ao vivo será única, como se não tivesse sido ensaiada”.

Lembro de ter conhecido poucas pessoas com a alegria de viver de Dom. E fiquei muito feliz de tê-lo conhecido!